Neste caso o termo chacal e aplicado aos miúdos que faziam troça do sujeito poético
O Rapaz de Cabelo Verde
segunda-feira, 21 de março de 2011
Chacal / Animal
Os chacais são pequenos canídeos que habitam o continente africano e parte da Ásia. Existem atualmente 3 espécies, o Canis mesomelas ou chacal de dorso preto, o Canis aureus ou chacal dourado e o Canis adustuschacal listrado. Alguns consideram o Canis simensis também chamado de lobo etíope como uma espécie de chacal, chamado de chacal simian ou chacal etíope mas ele se diferencia dos outros na sua aparência física e comportamento social por isso preferimos classificá-los separadamente.
Chacal / Anúbis
ANÚBIS
Qual estrela reinventado a imanência da sua luz no cosmos da imortalidade, onde a mítica constelação da vida se traduzia e renovava num fulgor eterno, Anúbis (Anupu em egípcio) iluminava a noite do panteão egípcio enquanto pilar que sustinha o templo de um mito intemporal que prometia às almas a eternidade.
Escravizados pelo alento de vogarem no regaço da imortalidade, superando os próprios limites da existência, os Egípcios conceberam a arte do embalsamamento, que, ao conservar os seus corpos, os arrebatava ao abominável espectro da deterioração, tal como sugere uma das muitas inscrições talhadas sobre os caixões: “Eu não deteriorarei. O meu corpo não será presa dos vermes, pois ele é durável e não será aniquilado no país da eternidade”. Esta arte divina, apta a enfeitiçar o tempo, tornando-o escravo daqueles que a ela recorriam, era ditada, reinventada e abençoada por Anúbis, guardião das sublimes moradas da eternidade, Soberano das mumificações e embalsamamentos, intermediário entre o defunto e o tribunal que o aguardava no Além e deidade cuja aparência é estigmatizada pelas incumbências de que é investido. Por conseguinte, e numa flagrante evocação dos cães e chacais que velavam pelas inóspitas e desérticas necrópoles, esta divindade surge como um animal da família dos Canídeos ou, então, como um homem detentor de uma cabeça de chacal. A mitologia egípcia revela-nos que Anúbis era fruto de uma ilegítima noite de amor vivida por Osíris nos braços de Néftis.
A lenda revela-nos que tão inusitada união dera-se aquando do retorno do então Soberano do Egipto ao seu magnífico país. Extenuando de uma viagem que o mantivera longe da sua pátria por uma eternidade, Osíris ardia em desejo de sentir o Sol que raiava no olhar de Ísis despir a mortalha de nuvens, tecida pela saudade, que vestia e sufocava os céus de sua alma. Ao vislumbrar Néftis, o deus enlaça-a então em seus braços, tomando-a pela sua esposa. E os seus sentidos, cegos pela paixão, revelam-se impotentes para lhe desvendar a traição que ele cometia, antes desta encontrar-se consumada. Graças a uma coroa de meliloto abandonada por Osíris no leito de Néftis, Ísis abraça a percepção de que o seu amado esposo havia-lhe sido infiel e, desesperada, confronta a sua irmã, que lhe revela que de tão ilídimas núpcias nascera um filho, Anúbis, o qual, temendo a cólera do seu esposo legítimo, Seth, ela havia ocultado algures nos pântanos. Ísis, a quem não fora concedido o apanágio de conceber um filho de Osíris, enleia então a resolução de resgatá-lo ao seu esconderijo, percorrendo assim todo o país até encontrar a criança. Acto contínuo, e numa notória demonstração da benevolência que lhe era característica, a deusa amamenta Anúbis, criando-o para tornar-se o seu protector e mais fiel companheiro.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Bullying
Como o sujeito poético foi vitima de bullying na sua infancia:
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Bullying é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetido, de uma ou mais
pessoas, cuja intenção é ferir outros. Bullying pode assumir várias formas e pode incluir diferentes
comportamentos, tais como:
• Violência e ataques físicos
• Gozações verbais, apelidos e insultos
• Ameaças e intimidações
• Extorsão ou roubo de dinheiro e pertences
• Exclusão do grupo de colegas
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O rapaz de cabelo verde era eu, em finais de setenta,Decidi meter uma pequena informação sobre o bullying:
a fugir por entre silvas e valados, quando a turba
dos chacais acometia as minhas pernas de pardal,
e só de bicicleta me tirava eu de apuros, pois
as pedras, os apupos, as polés insistiam em mostrar-me
elementos capitais de filosofia política.
Pedalava sobre lágrimas, de volta para os braços
do meu sangue, trepava para o muro do quintal
e de lá esconjurava os assassinos: filhos de uma puta!
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Bullying é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetido, de uma ou mais
pessoas, cuja intenção é ferir outros. Bullying pode assumir várias formas e pode incluir diferentes
comportamentos, tais como:
• Violência e ataques físicos
• Gozações verbais, apelidos e insultos
• Ameaças e intimidações
• Extorsão ou roubo de dinheiro e pertences
• Exclusão do grupo de colegas
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Poemas de José Miguel Silva
Poemas:
- À maneira de Edgar Lee Masters
I (D. Feia, velha e sandia) - Ameaças
- Anti-écloga
- Contra os optimistas
- Cinco
- Estava eu sentado
- Faculdade
- Já os pesadelos
- Libertação
- Mudar de casa
- Não é tarde
- Não sei se são os trinta anos
- No autocarro
- Nocturno
- Penélope escreve
- Prémio
- Quatro
- Queixas de um utente
- Sem título
- Trevas
- O rapaz de cabelo verde
José Miguel Silva - Biografia
José Miguel Silva nasceu em Maio de 1969, em Vila Nova de Gaia. Publicou os seguintes livros de poesia: O Sino de Areia (Gilgamesh, 1999), Ulisses Já Não Mora aqui (&etc, 2002), Vista Para um Pátio seguido de Desordem (Relógio D’Água, 2003), 24 de Março (2004) e Movimentos no Escuro (Relógio D’Água, 2005). Alguns dos seus poemas estão incluídos na antologia Poetas Sem Qualidades (Averno, 2002). José Miguel Silva também é tradutor, colabora esporadicamente em revistas literárias e participa no blog Ad Loca Infecta.
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